martes, 17 de junio de 2014

MULHER EM ANGOLA


Falar sobre a mulher angolana é falar nas suas organizações, dos seus desafios e dos sues projectos. Normalmente quando se fala de organização da mulher angolana ou qualquer outra coisa relacionada a ela, como por exemplo dia de comemoração da mulher em Angola relacionamos logo a OMA (organização da mulher angolana).
Pretendo falar da mulher angolana em uma vertente geral, e não simplesmente da OMA, tomarei como ponto de partida a Organização da Mulher Angolana (OMA).
Dois de Março é dia consagrado à mulher angolana concretamente a OMA, em reconhecimento ao seu papel desempenhado na luta de resistência do povo angolano contra a ocupação colonial portuguesa.
A mulher angolana desempenhou sempre um papel de destaque no processo de libertação do país, com exemplos representativos dos feitos heróicos da rainha Ginga Mbandi, num passado longínquo, e de Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Engrácia dos Santos, Teresa Afonso, Lucrécia Paim e outras anónimas.
As mulheres angolanas também deram o seu contributo aos movimentos nos quais são filhares, me refiro a participação da OMA E da LIMA  na guerra nacional.
A história recente das mulheres angolanas permanece amplamente desconhecida do discurso popular sobre a guerra. Os caminhos percorridos por mulheres no papel de soldados, líderes, activistas, sobreviventes e vítimas de uma das guerras mais trágicas do continente africano ainda têm de ser discutidos e suas implicações percebidas.
A Organização da Mulher Angolana (OMA), criada em 1962 como ala feminina do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), teve uma influência crucial no apoio às forças guerrilheiras dentro e fora de Angola. Os relatórios sobre as actividades da OMA mostram que seus membros contribuíam para a produção de alimentos para o exército guerrilheiro, organizavam campanhas de alfabetização e de cuidados básicos de saúde e transportavam armamentos e alimentos a grandes distâncias. Não há estimativas do número de mulheres que participavam do exército guerrilheiro da MPLA, mas os testemunhos orais indicam uma quantidade substancial.
A OMA encarava o envolvimento e participação da mulher na guerra da independência como sendo "um campo de prova em que todos os participantes eram exigidos a dar o máximo do seu esforço e desenvolver seus talentos e habilidades". Como em outras organizações femininas, a liderança da OMA incluía principalmente mulheres educadas com laços familiares fortes ou maritais com a liderança política do partido. Não obstante, a maioria dos membros eram mulheres comuns de todos antecedentes sociais e étnicos, que se envolveram no activismo político e no trabalho comunitário. Consequentemente, com a independência, a OMA ganhou apoio popular suficiente para contar com delegados em todas as províncias e estima-se um total de 1,8 milhão de membros registrados em 1983.
Por sua vez, a Liga Independente de Mulheres Angolanas (LIMA), a ala feminina da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foi fundada em 1973 e também desempenhou um papel importante na luta pela libertação. A versão corrente é que as mulheres que testemunharam o trabalho das alas femininas de outros movimentos africanos de libertação nacional instigaram a criação da LIMA. Em contraste com a OMA, as mulheres que ocupavam posições de liderança na LIMA não tinham laços de parentesco com a liderança da UNITA, devido ao temor de represálias sobre os maridos se as mulheres fracassassem nos seus esforços.
A actividade das mulheres na UNITA durante a luta pela libertação envolvia o transporte de materiais, alimentos e armamentos para os homens na linha de combate. As cargas eram transportadas na cabeça e as distâncias eram longas. Suas actividades políticas consistiam principalmente na mobilização de pessoas e especialmente na adesão dos jovens à luta armada. As mulheres também eram treinadas como activistas políticos. Durante a guerra civil após a independência, as mulheres continuaram em actividade em todas as frentes e a liderança da LIMA era notada em comícios políticos dentro e fora do país.
Como em tantas outras situações de conflito, as mulheres angolanas foram excluídas de uma participação significativa nas negociações formais de paz entre as partes em guerra. Nem a OMA, nem a LIMA foram capazes de ter um papel efectivo na promoção do fim da guerra.
A participação mais rumorosa das mulheres na vida política consistiu na promoção de direitos da mulher. Tanto durante como desde o fim da guerra, as mulheres negociaram constantemente com a liderança política, pressionando para que suas preocupações fossem levadas a sério por políticos e funcionários governamentais. No passado, a OMA teve influência decisiva não somente como organização de massa, mas também como uma organização voltada para políticas dedicadas à luta pela melhoria da situação legal das mulheres, bem como para seu fortalecimento económico, e acima de tudo, para a incorporação de questões das mulheres nas principais políticas.
Possivelmente, as realizações mais significativas da OMA ocorreram na década de 1980. Seus esforços resultaram na introdução do Código de Família e na formulação e implementação de uma política que proporcionasse o livre planeamento familiar para as mulheres. Os pontos principais do Código de Família são o reconhecimento de uniões consensuais a par do casamento, a protecção de filhos nascidos fora do casamento e o incentivo a uma divisão justa de tarefas e responsabilidades de família. A OMA também forneceu assistência técnica às mulheres e promoveu o debate e discussão de assuntos anteriormente considerados tabus, como o casamento habitual e o aborto.
E embora a OMA tenha influenciado efectivamente a promoção destas reformas, a realidade é que a maioria das mulheres ainda está lutando para que os seus direitos sejam respeitados na prática. E ainda que a OMA continue a ser até hoje um referencial importante do movimento feminino em Angola, já não é o grupo que lidera a representação da agenda da promoção dos direitos das mulheres. O número de membros entrou em declínio e os laços continuados da organização com o Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA) contribuíram para solapar sua credibilidade pública e capacidade de atrair fundos da comunidade internacional. Alguns membros decidiram criar as suas próprias ONGs como forma de agir independentemente do partido e têm sido mais activas e engenhosas em responder às necessidades das mulheres, através da instigação de programas e campanhas de desenvolvimento sobre questões como direitos de reprodução e vacinação infantil.
É importante observar que algumas organizações femininas têm se destacado nos esforços de construção de paz. Por exemplo, a Rede Mulher tem advogado pela paz e realizado uma campanha contra a violência sobre as mulheres, e Mulheres, Paz e Desenvolvimento (MPD) tem sido também actuante na construção da paz. Estas acções contribuíram para formação da plataforma feminina da paz e, o que é mais importante, revelaram que é possível para as mulheres de partidos políticos e sectores sociais diferentes juntarem esforços visando o mesmo objectivo.
A mulher angolana atual participa ativamente no desenvolvimento político, económico e social.
enúmeras mulheres exercem cargos que outrora não os era permitido.  Apesar disso a luta para emacipação da mulher, a violéncia domestica, o analfabetismo são até os dias de hoje os principais desafios das mulheres em Angola.
A PROMAICA foi fundada na Diocese de Benguela, por Dom Óscar Braga, em Agosto de 1990. Começou a projectar-se para outras dioceses angolanas com o objectivo principal da "promoção, formação e educação da mulher em todos os níveis e sectores da vida, na Igreja e na sociedade". Hoje, o movimento afirma-se como a maior organização feminina para a promoção da mulher angolana na Igreja Católica e conta com mais 88. 652 (oitenta e oito mil e seiscentos e cinquenta e duas mulheres).
A PROMAICA trabalha nos campos da formação, especialmente da Mulher, em todas as dimensões desde à alfebetização aos cursos profissionais, à liderança de grupos, etc. Em 16 anos de existência já alfabetizou cerca de 15.000 Mulheres, 9.000 Homens, e ministrou cursos diversos a cerca de 10.000 pessoas entre Homens e Mulheres. Além disso, trabalha em diversos projectos de melhoramento da situação social especialmente das Mulheres desde o ambiente rural ao citadino.
Realizou 7 Assembleias diocesanas e duas Nacionais, a contar com esta.

viernes, 30 de mayo de 2014

EXHORTACIÓN APOSTÓLICA DE SU SANTIDAD PABLO VI "EVANGELII NUNTIANDI" AL EPISCOPADO, AL CLERO Y A LOS FIELES DE TODA LA IGLESIA ACERCA DE LA EVANGELIZACIÓN EN EL MUNDO CONTEMPORÁNEO.


EXHORTACIÓN APOSTÓLICA DE SU SANTIDAD PABLO VI "EVANGELII NUNTIANDI" AL EPISCOPADO, AL CLERO Y A LOS FIELES  DE TODA LA IGLESIA ACERCA DE LA EVANGELIZACIÓN  EN EL MUNDO CONTEMPORÁNEO.
4.   —¿Qué eficacia tiene en nuestros días la energía escondida de la Buena Nueva, capaz de sacudir profundamente la conciencia del hombre?
 —¿Hasta dónde y cómo esta fuerza evangélica puede transformar verdaderamente al hombre de hoy?
 —¿Con qué métodos hay que proclamar el Evangelio para que su poder sea eficaz?
1 DEL CRISTO EVANGELIZADOR A LA IGLESIA EVANGELIZADORA
7. Jesús mismo, Evangelio de Dios (15), ha sido el primero y el más grande evangelizador. Lo ha sido hasta el final, hasta la perfección, hasta el sacrificio de su existencia terrena.
8. Cristo, anuncia el reino de Dios, tan importante que, en relación a él, todo se convierte en "lo demás", que es dado por añadidura (16).
9. Como núcleo y centro de su Buena Nueva, Jesús anuncia la salvación, liberación del pecado y del maligno, dentro de la alegría de conocer a Dios y de ser conocido por El,  de entregarse a El.
10. Este reino y esta salvación  cada uno debe conquistarlos con la fuerza (24). Pero, ante todo, cada uno lo consigue mediante un total cambio interior, una transformación profunda de la mente y del corazón (25).
13. Quienes acogen la Buena Nueva,  se reúnen pues para buscar juntos el reino, construirlo, vivirlo. Ellos constituyen una comunidad que es a la vez evangelizadora.  La orden dada a los Doce: "Id y proclamad la Buena Nueva", vale para todos los cristianos.
14. (35) La Iglesia existe para evangelizar, es decir, para predicar y enseñar, ser canal del don de la gracia, reconciliar a los pecadores con Dios, perpetuar el sacrificio de Cristo en la santa Misa, memorial de su muerte y resurrección gloriosa.
16 no sin dolor podemos encontrar personas, en realidad desorientadas en su espíritu, que aspiran a amar a Cristo pero sin la Iglesia, escuchar a Cristo pero no a la Iglesia, estar en Cristo pero al margen de la Iglesia. "el que a vosotros desecha, a mí me desecha" (44). ¿Cómo va a ser posible amar a Cristo sin amar a la Iglesia, si Cristo mismo "amó a la Iglesia y se entregó por ella"? (45)
2 ¿QUÉ ES EVANGELIZAR?
18. Evangelizar significa para la Iglesia llevar la Buena Nueva a todos los ambientes de la humanidad y, con su influjo, transformar desde dentro, renovar a la misma humanidad (46). Pero la verdad es que no hay humanidad nueva si no hay en primer lugar hombres nuevos con la novedad del bautismo (47) y de la vida según el Evangelio (48).
20 lo que importa es evangelizar —no de una manera decorativa, como un barniz superficial, sino de manera vital, en profundidad y hasta sus mismas raíces— la cultura y las culturas del hombre en el sentido rico y amplio que tienen sus términos en la Gaudium et spes (50)
La ruptura entre Evangelio y cultura es sin duda alguna el drama de nuestro tiempo, como lo fue también en otras épocas. Pero el encuentro Evangelio-culturano se llevará a cabo si la Buena Nueva no es proclamada.
21. Mediante el testimonio. ¿Por qué son así? ¿Por qué viven de esa manera? ¿Qué es o quién es el que los inspira? ¿Por qué están con nosotros? Pues bien, este testimonio constituye ya de por sí una proclamación silenciosa, pero también muy clara y eficaz, de la Buena Nueva.
22. esclarecido, justificado —lo que Pedro llamaba dar "razón de vuestra esperanza" (52)—, explicitado por un anuncio del nombre, la doctrina, la vida, las promesas, el reino, el misterio de Jesús de Nazaret Hijo de Dios.
 La historia de la Iglesia, a partir del discurso de Pedro en la mañana de Pentecostés, se entremezcla y se confunde con la historia de este anuncio.  Este anuncio —kerygma, predicación o catequesis— adquiere un puesto tan importante en la evangelización que con frecuencia es en realidad sinónimo. Sin embargo, no pasa de ser un aspecto.
23. El anuncio, cuando es aceptado, provoca en el oyente una adhesión al programa de vida que él propone. Tal adhesion se revela concretamente por medio de una entrada visible, en una comunidad de fieles: la Iglesia(53).
24. Finalmente, el que ha sido evangelizado evangeliza a su vez. He ahí la prueba de la verdad, la piedra de toque de la evangelización: es impensable que un hombre haya acogido la Palabra y se haya entregado al reino sin convertirse en alguien que a su vez da testimonio y anuncia.
3. CONTENIDO DE LA EVANGELIZACIÓN
25. Contenido esencial, una substancia viva, que no se puede modificar ni pasar por alto sin desnaturalizar gravemente la evangelización misma.
26. Un testimonio del amor del Padre revelado por Jesucristo mediante el Espíritu Santo: es Padre. "Nosotros somos llamados hijos de Dios, y en verdad lo somos" (56) y, por tanto, somos hermanos los unos de los otros, en Dios.
27. Centro del mensaje: la salvación en Jesucristo Hijo de Dios hecho hombre, muerto y resucitado(57). Salvación trascendente, escatológica, que comienza  en esta vida, pero se cumple en la eternidad.
28. Bajo el signo de la esperanza: Es un  anuncio profético de un más allá, en continuidad y discontinuidad a la vez con la situación presente: más allá del tiempo y de la historia. Todos llamados.
Es predicación del misterio del mal y de la búsqueda activa del bien,  búsqueda del mismo Dios a través de la oración, de la Iglesia de Jesucristo y los sacramentos.
Porque la totalidad de la evangelización, aparte de la predicación del mensaje, consiste en implantar la Iglesia, la cual no existe sin este respiro de la vida sacramental culminante en la Eucaristía (59).
Un mensaje que afecta a toda la vida

 29. La evangelización pone en dialogo el Evangelio y la vida concreta, personal y social, del hombre. (sobre los derechos y deberes de toda persona humana, sobre la vida familiar (60), sobre la vida comunitaria de la sociedad, sobre la vida internacional, la paz, la justicia, el desarrollo).
Un mensaje de liberación
Estar con los pueblos en la lucha por superar todo aquello que los condena a quedar al margen de la vida: hambres, enfermedades crónicas, analfabetismo, depauperación, injusticia en las relaciones internacionales y, especialmente, en los intercambios comerciales, situaciones de neocolonialismo económico y cultural, a veces tan cruel como el político, etc.
La Iglesia, tiene el deber de anunciar la liberación de millones de seres humanos, el deber de ayudar a que nazca esta liberación, de dar testimonio de la misma, de hacer que sea total.

 33. Acerca de la liberación que la evangelización anuncia y se esfuerza por poner en práctica, hay que decir:
 —no puede reducirse a la simple y estrecha dimensión económica, política, social o cultural, sino que debe abarcar al hombre entero, en todas sus dimensiones, incluida su apertura al Absoluto, que es Dios;
 —va por tanto unida a una cierta concepción del hombre, a un antropología que no puede nunca sacrificarse a las exigencias de una estrategia cualquiera, de una praxis o de un éxito a corto plazo.
—... centrada en el reino de Dios... rechaza la substitución del anuncio del reino por la proclamación de las liberaciones humanas, y proclama también que su contribución a la liberación no sería completa si descuidara anunciar la salvación en Jesucristo.
— 35 ... en una visión evangélica del hombre... no toda noción de liberación es necesariamente coherente y compatible con una visión evangélica del hombre, de las cosas y de los acontecimientos; no es suficiente instaurar la liberación, crear el bienestar y el desarrollo para que llegue el reino de Dios.
—36 ... exige una necesaria conversion…  a estructuras más humanas, más justas, más respetuosas de los derechos de la persona, menos opresivas y menos avasalladoras; aun las mejores estructuras, los sistemas más idealizados se convierten pronto en inhumanos si las inclinaciones inhumanas del hombre no son saneadas si no hay una conversión de corazón y de mente por parte de quienes viven en esas estructuras o las rigen.

4. MEDIOS DE EVANGELIZACIÓN
41. El primer medio de evangelización consiste en un testimonio de vida entregada a Dios y a la vez consagrada al prójimo con un celo sin límites. "El hombre contemporáneo escucha más a gusto a los que dan testimonio que a los que enseñan"(68).
42. La predicación: "Pero ¿cómo invocarán a Aquel en quien no han creído? Y, ¿cómo creerán sin haber oído de El? Y ¿cómo oirán si nadie les predica?... Luego, la fe viene de la audición, y la audición, por la palabra de Cristo" (69).
La palabra permanece siempre actual, sobre todo cuando va acompañada del poder de Dios (70). Por esto conserva también su actualidad el axioma de San Pablo: "la fe viene de la audición" (71), es decir, es la Palabra oída la que invita a creer.
Liturgia de la Palabra, La enseñanza catequética, Utilización de los medios de comunicación social Contacto personal indispensable  los sacramentos
Religiosidad Popular ( expresiones particulares de búsqueda de Dios y de la fe)

6. AGENTES DE LA EVANGELIZACIÓN
¿Quién tiene, pues, la misión de evangelizar?
59. "Incumbe a la Iglesia por mandato divino ir por todo el mundo y anunciar el Evangelio a toda creatura" (82). Y en otro texto afirma: "La Iglesia entera es misionera, la obra de evangelización es un deber fundamental del pueblo de Dios" (83).
Primera: evangelizar no es para nadie un acto individual y aislado, sino profundamente eclesial.
Segunda: ningún evangelizador es el dueño absoluto de su acción evangelizadora, sino en comunión con la Iglesia y sus Pastores.
67 El Señor confía a los Apóstoles la función de anunciar la Palabra. Y los Doce han enviado a su vez a sus sucesores que, en la línea apostólica, continúan predicando la Buena Nueva.
El Sucesor de Pedro, Obispos y Sacerdotes, Los religiosos, Los seglares, La familia, Los jóvenes, Ministerios diversificados.

7. EL ESPÍRITU DE LA EVANGELIZACIÓN
75. "Gracias al apoyo del Espíritu Santo, la Iglesia crece" (117).
El es quien, hoy igual que en los comienzos de la Iglesia, actúa en cada evangelizador que se deja poseer y conducir por El, y pone en los labios las palabras que por sí solo no podría hallar, predisponiendo también el alma del que escucha para hacerla abierta y acogedora de la Buena Nueva y del reino anunciado.
 Las técnicas de evangelización son buenas, pero ni las más perfeccionadas podrían reemplazar la acción discreta del Espíritu.
Puede decirse que el Espíritu Santo es el agente principal de la evangelización: El es quien impulsa a cada uno a anunciar el Evangelio y quien en lo hondo de las conciencias hace aceptar y comprender la Palabra de salvación (118).
Testigos auténticos.
¿Creéis verdaderamente en lo que anunciáis? ¿Vivís lo que creéis? ¿Predicáis verdaderamente lo que vivís?
79. La obra de la evangelización supone, en el evangelizador, un amor fraternal siempre creciente hacia aquellos a los que evangeliza (127).


María, estrella de evangelización

 82. En la mañana de Pentecostés, Ella presidió con su oración el comienzo de la evangelización bajo el influjo del Espíritu Santo. Sea Ella la estrella de la evangelización siempre renovada que la Iglesia, dócil al mandato del Señor, debe promover y realizar, sobre todo en estos tiempos difíciles y llenos de esperanza.


lunes, 26 de mayo de 2014

CONTINUAR A EXPANDIR E MELHORAR SIGNIFICATIVAMENTE A QUALIDADE DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO

3.1.5. CONTINUAR A EXPANDIR E MELHORAR
SIGNIFICATIVAMENTE A QUALIDADE DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO
Com o advento da Paz, o número de alunos nos vários níveis de ensino que precedem o ensino universitário aumentou de modo considerável. Em 2002, o efectivo escolar não universitário era de 2.565.542, em 2008 de 5.658.993 e em 2010 de 6.168.454.
Em 2011, este número passou para 6.7 milhões, isto é, em menos de 10 anos o efectivo escolar não universitário mais do que triplicou.
A maior revolução registou-se no ensino primário que passou de 1.733.549 efectivos em 2002 para 3.851.622 em 2008 e para 4.189.853 em 2010. Em 2011 o número de alunos no ensino primário ascendeu para 4.9 milhões de efectivos.
O corpo docente também registou uma evolução assinalável, tendo passado de 83.601 efectivos em 2002 para 179.928 em 2008 e para 215.412 efectivos em 2010. Em 2011, o efectivo docente não universitário foi de 218 mil.
O número de salas de aula no ensino não universitário era de 19.012 em 2002, passando para 50.516 em 2008 e para 53.592 salas de aula em 2010. Em 2011 este número ascendeu para 55.000 salas de aula.
O número de estudantes do ensino superior passou de 13.861 em 2002 para 95.000 em 2008 e para 116.805 em 2010. Em 2011, este número ascendia a 150 mil estudantes.
O número de bolsas internas no ensino superior evoluiu de 3.000 em 2008, para 9.000 em 2011 e para 15.000 em 2012.
Foram construídas novas infraestruturas de instituições de ensino superior no Cunene, Kwando Kubango, Cabinda, Moxico, Huambo, Zaire e Kwanza Norte.
Em termos de instituições autónomas às Universidades, estão em fase de construção o Instituto Superior de tecnologias de Informação e Comunicação em Luanda, o Instituto Superior de Petróleos no Kwanza Sul, a Escola Superior de Tecnologia Agro-Alimentar em Malange e o Instituto Superior de Pescas no Namibe.
O MPLA considera que, sendo assinalável à evolução quantitativa do sector, torna-se agora necessário prestar uma atenção muito especial à qualidade do ensino ministrado, removendo os constrangimentos existentes sobretudo em matéria de recursos humanos e de gestão do sistema.
O MPLA considera que, neste domínio, devem alcançar-se os seguintes objectivos:
• a) Aumentar consideravelmente a qualidade de ensino a todos os níves do sistema de educação, dando uma atenção especial à qualidade do corpo docente e do sistema de avaliação das aprendizagens;
• b) Para o efeito devem ser definidos mecanismos permanentes de avaliação e controlo da qualidade de ensino nos diversos subsistemas;
• c) Continuar o processo de expansão da infraestrutura escolar do país a todos os níveis do sistema de educação e ensino;
• d) Prosseguir com a consolidação do sistema de educação e com as reformas em curso nos diferentes subsistemas e monitorar permanentemente a sua evolução através de dispositivos tais como a formação de professores, a gestão de currículos, o sistema de avaliação das aprendizagens e o modelo de financiamento;
• e) Ampliar a capacidade de produção científica e de transmissão de conhecimentos do corpo docente nacional;
• f ) Realizar esforços específicos no sentido de melhorar o desempenho do país no que tange a componente de educação do IDH, melhorando o “Acesso ao Conhecimento”;
• g) Reorientar o ensino superior e o ensino técnico profissional para que os mesmos estejam sempre em linha com as necessidades e prioridades do desenvolvimento económico e social do país;
• h) Assegurar o ingresso de 200 mil novos estudantes no subsistema de ensino superior;
• i) Continuar com a atribuição de bolsas internas, estendendo-as à pós-graduação com prioridade para o incentivo à docência e investigação científica;
• j) Continuar com o envio de estudantes para o exterior do País, privilegiando as áreas relacionadas com a reconstrução, desenvolvimento e modernização do País;
• k) Assegurar o envio de 6.000 novos estudantes para o exterior do País, com primazia para a pós-graduação;
• l) Evoluir a formação em Angola dos actuais 100 médicos anuais para 500 a partir de 2014.
As medidas a adoptar são as seguintes:
• a) Atracção para o corpo docente, a todos os níveis do sistema de educação, de pessoas com o perfil científico, técnico e pedagógico adequado;
• b) Ampliação da taxa de escolarização no ensino primário, secundário e ensino superior, com a construção e apetrechamento de novas unidades e expansão de escolas e instituições existentes;
• c) Construção e apetrechamento de centros ou de instalações apropriadas para assegurar a oferta de ensino a crianças com 5 anos de idade,
• d) Elaboração de programas de combate ao abandono escolar e correcção do fluxo escolar;
• e) Asseguramento do Apoio Pedagógico Acrescido para alunos com necessidades educativas especiais;
• f ) Universalização da merenda escolar nas escolas públicas do ensino primário;
• g) Implantação do transporte escolar para crianças matriculadas em escolas distantes do local de residência, com particular realce para as zonas rurais;
• h) Dar continuidade e reforçar o programa de alfabetização de adultos;
• i) Promoção do acesso gratuito ao livro no ensino primário;
• j) Elaboração de programas para a valorização do professor (formação e melhoria salarial);
• k) Ampliação do ensino técnico e de preparação para o trabalho, através de centros de formação geridos em cooperação com entidades das organizações empresariais;
• l) Avaliação do desempenho de todas as instituições de ensino e de formação profissional;
• m) Concepção e implementação de um sólido mecanismo de capacitação e qualificação do corpo docente e de formadores do sistema de educação e de formação profissional;
• n) Concepção e implementação de um mecanismo eficaz de gestão das instituições de ensino e de formação profissional;
• o) Reestruturação da inspecção da educação, de modo a colocá-la mais próxima da escola;
• p) Institucionalização das Zonas de Influência Pedagógica, enquanto agrupamento de escolas (Clusters) que juntam sinergias e partilham meios e recursos com vista ao aperfeiçoamento académico, pedagógico e de gestão escolar.
Para o efeito, serão utilizados os seguintes instrumentos:
• a) Obrigatoriedade e gratuitidade do Ensino até ao 1º ciclo do Ensino Secundário (9 anos de escolaridade);
• b) Regulamentação de todo o tipo de cobrança nos diferentes níveis do Sistema de Educação, com o combate acérrimo à especulação e à prática ilícita de cobranças pelos diferentes actores do sistema de educação;
• c) Institucionalização generalizada dos Conselhos de Pais nas Escolas Públicas;
• d) Implantação de um sistema de avaliação sistemática do desempenho escolar;
• e) Regulamentação da autonomia financeira de todas as instituições de ensino a todos os níveis do sistema de educação;
• f ) Implantação do Plano de formação de Quadros e de Formação Profissional.
4.1.3. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS DE ESTADO PARA A JUVENTUDE INTEGRADAS NOS PLANOS DE DESENVOLVIMENTO GLOBAL A FIM DE FACILITAR A PARTICIPAÇÃO ACTIVA DOS JOVENS
O MPLA considera que a política para a juventude deve assentar nos seguintes pressupostos:
• a) Promover o fomento do cooperativismo juvenil, do voluntariado e da participação
social dos jovens e a criação de círculos inter-provinciais de intercâmbio de experiências e de boas práticas;
• b) Dotar o Instituto da Juventude de competências adequadas para que cumpra
cabalmente a sua função como instância de operacionalização de políticas juvenis públicas;
• c) Desenvolver o Observatório Nacional da Juventude com meios técnicos e humanos para a realização de estudos regulares sobre o perfil, atitudes, comportamentos
e necessidades dos jovens, objectivando que tal conhecimento subsidie o processo de tomada de decisões e a adequação das políticas públicas para a juventude;
• d) Implementar programas específicos de atracção de jovens às províncias do interior;
• e) Implementar mecanismos que viabilizem uma maior interacção e prestação de atenção aos jovens angolanos na diáspora;
• f ) Promover, acompanhar e enquadrar nas políticas nacionais do Estado, as perspectivas internacionais de participação e desenvolvimento da juventude, nomeadamente a implementação da Carta Africana da Juventude, da Década Africana da Juventude, do Programa Africano do Voluntariado Jovem, dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio e do Programa Mundial de Acção para a Juventude.